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O jornalista que cobre o passado
Juremir Machado da Silva discute as fronteiras entre narrativa histórica e jornalística numa perspectiva transdisciplinar. O que buscam jornalista e historiador? Qual é a porosidade do limite entre os campos? Seria o historiador um jornalista que cobre o passado?
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As políticas “de fora” da internet
Entre Wall Street e Vale do Silício, o mundo de serviços e aplicativos das grandes da tecnologia esconde um enredo político complexo.
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O egoísmo das pequenas narrativas
"Lembro de uma aula em que um professor disse que, para aceitar o argumento ontológico de Tomás de Aquino sobre a existência de Deus, era preciso já estar ajoelhado. Penso o mesmo sobre Democracia em Vertigem".
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Brasil nativo, Brasil alienígena: a imagem dos povos indígenas no Brasil
A existência de um Brasil nativo, genuíno, foi uma ideia bastante veiculada nos anos 1960 e 1970. Nesse período, a brasilidade era utilizada como política de Estado da Ditadura Civil-Militar. Enquanto isso, a população indígena encontrava-se entre o extermínio, por um lado, e a tutela de um Estado que tinha por objetivo sua assimilação cultural, por outro.
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O enigma de Foucault: a Revolução Iraniana
Michel Foucault já se viu no centro de uma enorme controvérsia a respeito de sua relação com a Revolução Iraniana. Foi acusado de flertar com o obscurantismo e de ser condescendente com a teocracia dos aiatolás. A publicação de entrevistas do filósofo sobre o tema, inéditas em português, pode jogar luz sobre a questão. Francisco Corrêa discute a extensão e os detalhes dessa relação conturbada.
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O corpo e suas deficiências na literatura brasileira
'Procurar um dispositivo que permeie os romances brasileiros contemporâneos não é uma tarefa simples. Eu poderia, por exemplo, falar das formas de brutalidade e violência, palpáveis em algumas e obnubilados em outras obras. Este trabalho, porém, pende para outro dispositivo: o corpo humano, suas deficiências e suas limitações. '
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Mais uma vez, Édipo?
"A filosofia e a psicanálise não resistem ao mito de Édipo. Aristóteles, Hegel, Nietzsche, Freud e todos os helenistas da história humana já se debruçaram sobre Édipo. O que uma nova tradução de Édipo (desta vez não Rei, mas Tirano) teria a nos dizer de novo?\uFEFF"
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O centro não sustenta
'Como pensar uma crise global da democracia quando a maior parte das mudanças apontadas como antidemocráticas foram concretizadas através de mecanismos democráticos de escolha? Esse paradoxo é a inquietação que motiva um dos livros mais relevantes de 2018: Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. '
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A cara nova da velha política de segurança
As UPPs criaram muito mais danos do que os evitaram, e o Estado continua a se fazer presente na favela com a mesma face de sempre, a policial. Betina Vier escreve sobre UPP A redução da favela a três letras, de Marielle Franco.
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A estrutura
John McPhee não era nem da primeira nem da segunda geração do Jornalismo Literário. Sem ele, talvez não teríamos tido nenhuma.